Final inédita acabará com a fama de decepcionar em momentos decisivos de uma das duas seleções

Espanha e Holanda fazem no próximo dia 11 uma final inédita na história das Copas. E uma das duas seleções, conhecidas pela fama de 'amarelar' em momentos decisivos, finalmente irá acabar com a pecha. Uma das duas seleções se juntará ao seleto grupo de campeões mundiais formados por Brasil, Argentina, Uruguai, França, Inglaterra, Itália e Alemanha.
Em oito Copas do Mundo, a Holanda foi vice-campeã duas vezes, em 1974 e 1978, e chegou à semifinal em 1998. Em 1994 e 2006, tinha bons times, mas parou nas quartas e oitavas de final respectivamente. A Espanha tem como melhor resultado o quarto lugar na Copa de 1950, no Brasil. A Fúria já disputou 12 Mundiais. Em três deles foi eliminado nas quartas de final.
O roteiro das duas seleções costuma ser parecido. A Espanha chega com ares de favorita, faz uma boa primeira fase e cai no mata-mata. Nas Copas de 1986, 1994, 2002 e 2006 foi assim.
No Mundial do México, a Espanha se classificou em segundo lugar no grupo do Brasil, após perder para a seleção de Telê Santana e derrotar a Argélia e a Irlanda do Norte. Nas oitavas de final, detonou a Dinamarca, sensação do torneio, por 5 a 1, mas parou nas quartas diante dos belgas, nos pênaltis, após empate de 1 a 1.
Em 90, na Itália, a Fúria não foi tão longe. Foi primeira de seu grupo, com duas vitórias e um empate, mas caiu nas oitavas com uma derrota para a Iugoslávia por 2 a 1 na prorrogação. A Copa dos EUA também trouxe frustração para os espanhóis. Classificada em segundo lugar no grupo C, com uma vitória e dois empates, a Fúria passou pela Suíça nas oitavas de final e foi derrotada na fase seguinte pela Itália por 2 a 1.
O Mundial da Ásia, em 2002, trouxe talvez a eliminação mais doída para os espanhóis. Cabeça de chave do grupo B, a seleção teve uma primeira fase foi perfeita, com três vitórias sobre Paraguai, África do Sul e Eslovênia. Nas oitavas de final, eliminou a Irlanda nos pênaltis. Veio então o confronto contra os sul-coreanos, donos da casa. Em uma partida marcada por erros grosseiros de arbitragem, os espanhóis acabaram perdendo também nas penalidades.
Na Copa passada, na Alemanha, os espanhóis voltaram a fazer uma primeira fase exemplar, com três vitórias em três jogos. Caíram nas oitavas, diante de um Zidane inspirado.
A Holanda, por sua vez, é conhecida por seu futebol ofensivo que sempre para diante de seleções mais pragmáticas. Foi assim na Copa de 1974, quando o Carrossel Holandês foi vice-campeão, derrotado pela Alemanha de Beckenbauer e Gerd Muller. Em 1978, já sem Crüyff, os holandeses foram vice-campeões novamente, perdendo para a anfitriã argentina.
Nos anos 90, a Laranja Mecânica voltou a ter gerações talentosas. No mundial da Itália, a seleção de Gullit, Van Basten e Rijkaard - campeã europeia dois anos antes - foi eliminada pelos alemães nas oitavas de final.
Em 1994 e 1998, o carrasco da vez foi o Brasil. A talentosa seleção de Winter, Bergkamp e dos irmãos De Boer foi parada nas quartas de final nos EUA e na semifinal na França. NO mundial passado, já com alguns do jogadores do grupo que está na áfrica do Sul, caiu diante de Portugal na batalha de Nuremberg, nas oitavas de final, no jogo marcado por ter o maior número de cartões daquela Copa: 12 amarelos e quatro vermelhos.
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